apartamento a venda Vila Mascote
Muitos compradores encaram a assinatura da escritura pública como a linha de chegada de uma negociação imobiliária. O erro comum, porém, é acreditar que o documento oficial de transferência é o único escudo necessário para garantir a tranquilidade jurídica. Quando a certidão de ônus reais é tratada como uma formalidade burocrática qualquer, o novo proprietário pode descobrir, tarde demais, que o imóvel carrega dívidas ou gravames que transcendem a simples entrega das chaves.
A certidão de ônus reais é o prontuário completo de um imóvel. Diferente da matrícula, que descreve as características físicas e a sucessão de proprietários, a certidão de ônus especifica se o bem está livre para ser transferido ou se existem impedimentos legais vinculados a ele. Negligenciar essa verificação é ignorar que, no registro de imóveis, o passivo acompanha a propriedade, não apenas o vendedor anterior.
Entre os pontos de atenção que exigem análise minuciosa, destacam-se:
Quando esses dados são ignorados na fase de pré-análise, as consequências costumam aparecer logo após o pagamento do sinal ou no momento de levar o contrato ao cartório. O resultado é o bloqueio do registro. A ausência da certidão atualizada impede que o comprador saiba se a situação do vendedor mudou drasticamente entre a visita ao imóvel e a assinatura do contrato.
O procedimento seguro exige a emissão do documento com data recente, preferencialmente expedido nos últimos 30 dias. A análise deve ser feita em conjunto com a matrícula atualizada, observando se todos os apontamentos anteriores foram devidamente baixados. Se houver menção a uma hipoteca que já foi paga, mas não teve a baixa averbada, o comprador precisa exigir que o vendedor resolva essa pendência documental antes de qualquer desembolso financeiro.
A decisão de prosseguir com a compra deve ser pautada pela clareza absoluta sobre o que consta no registro. Se a certidão apresentar qualquer averbação que não seja perfeitamente compreensível ou que indique risco de constrição judicial, o comprador deve suspender o processo de transferência. A responsabilidade de exigir a limpeza do histórico do imóvel é de quem está prestes a assumir a propriedade, pois, uma vez transferido o registro, os ônus e as dívidas atreladas ao bem tornam-se, na prática, um problema que o novo titular precisará solucionar para preservar seu direito de uso.